Mercado de trabalho: mulheres representam mais da metade dos microemprededores

09/03/2019

Por Marcus Silva

Mercado de trabalho: mulheres representam mais da metade dos microempreendedores

Elas são um pouco mais da metade quando o assunto é empreendedorismo. Em Fortaleza, há em torno de 109.720 microempreendedores individuais (MEI) e, desse total, 56.367 são mulheres.Das 10 primeiras atividades mais numerosas registradas na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), sete têm a maioria de empreendedoras, segundo os dados do Portal do Empreendedor Individual (MEI).

Para muitas delas, inclusive, ser uma microempreendedora é uma forma de entrar no mercado de trabalho, seja porque não conseguiu emprego ou porque não se sentiu integrada aos modelos formais.Para a professora Josemeire Gomes, da Universidade Federal do Ceará (UFC), o MEI representa uma importante alternativa para aqueles que desejam ser pequenos empresários para exercer alguma habilidade ou conhecimento.

No entanto, empreender pode ir além do que simplesmente obter renda. A bailarina Carina Santos sempre trabalhou como professora de dança e, com o intuito de preencher uma lacuna no processo de criação e designer enquanto artista, ela desenvolveu sua loja, a Ocre, em 2015, que possui relação direta com a dança. A marca carrega um vínculo com a essência da artista, uma investigação de suas origens luso-afro-indígenas.

As joias são feitas de modo artesanal, tendo como matéria-prima a argila. Carina procura, através da estética do movimento por meio do manuseio, moldar essa reconexão consigo e assim criar novas narrativas, em que cada peça é uma metáfora de arte.

"Já nos primeiros contatos eu via a argila dançando junto com minhas mãos e meu corpo, ainda que em passos descompassados", diz.
Inicialmente, a loja começou de modo tímido, em feiras de pequeno a grande porte, com um investimento de R$ 3 mil para a compra da matéria-prima. Hoje, a artesã tem um ateliê conjunto com sua mãe, que produz roupas. Entre os desafios encontrados estão a conciliação dos dois trabalhos, a rotina familiar e a manutenção de seu negócio.

Há alguns anos fora do mercado de trabalho tradicional, Carina percebe que para as mulheres não se tem uma valorização devida e, em algumas empresas, há uma certa opressão com o gênero feminino, além dos salários mais baixos e maiores cobranças.

Em relação ao futuro, ela tem uma expectativa positiva de expansão e conta que ainda este ano suas joias serão vendidas em outros dois países.

FONTE: Diário o Nordeste

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